Lenny Kravitz – Blue Electric Light

Eu resolvi falar a respeito do Lenny Kravitz, um sex symbol para a mulherada e também para aqueles que não têm muita testosterona. Mas o papo aqui é musical, beleza? O disco novo dele chamou a minha atenção para que eu o ouvisse da mesma forma que sempre chama, porque eu adoro a discografia do Lenny Kravitz. Eu tenho todos os discos dele, sem exceção, até aqueles que todo mundo fala que são ruins eu tenho, porque eu acho muito bons. Então, a minha curiosidade para ouvir esse novo disco é inevitável.

Como sempre aconteceu nos álbuns anteriores, o Lenny Kravitz tocou praticamente todos os instrumentos e ainda contou com o sempre ótimo trabalho do guitarrista Craig Ross, parceiro de décadas, para complementar o som dele, incluindo solos fascinantes, porque ele é um excelente guitarrista.

Primeiro, preciso deixar claro que não há nesse disco novas baladas românticas radiofônicas meladas, como nos discos anteriores, aquelas coisas melosas tipo “Can’t Get You Off My Mind”. O que mais se aproxima desse formato no disco novo é uma bela canção chamada “Stuck in the Middle”. Tem também a portentosa faixa-título que encerra o disco, envolta em uma névoa de sintetizadores e guitarras, incluindo um belo solo de guitarra, com bateria programada com aquela timbragem que o Prince usou em um monte de músicas.

Nem preciso dizer que é uma burrice tremenda da parte de qualquer Zé Ruela querer comparar o atual estágio sonoro do Lenny Kravitz com aquelas três primeiras obras-primas que ele lançou: “Let Love Rule” (1989), “Mama Said” (1991) e “Are You Gonna Go My Way” (1993).

Esse novo álbum do Lenny Kravitz começa com uma faixa intitulada “It’s Just Another Fine Day in This Universe of Love”, uma canção soul bastante malemolente e suingada. Ela é quase uma balada, mas não chega a ser isso por causa de uma certa eloquência presente no arranjo e na maneira como o Lenny Kravitz usou suas tradicionais referências do passado, dando uma nova polida nelas. De quebra, essa música tem Craig Ross colocando um solo igualmente cadenciado de guitarra com notas muito bem escolhidas. É daquelas canções que deixa explícito o quanto o Bruno Mars ouviu o trabalho do Lenny Kravitz para incrementar a guinada que ele deu em direção ao funk e soul no próprio trabalho dele.

Para assistir ao vídeo completo, clique no botão abaixo.

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