Milton Neves – Discordo de Tudo o que ele Fala

Eu assisti recentemente mais uma das entrevistas que o Milton Neves, de vez em quando, dá, desta vez para um podcast, no qual ele falou um monte de barbaridades e também atacou pessoalmente o narrador Milton Leite. Não vou comentar algo do qual não tenho conhecimento, quem tem razão nessa treta entre os dois. No entanto, não deixei de reparar que o descontrole do Milton Neves parece ter se tornado uma marca registrada na vida dele nos últimos anos, tornando-se o centro de inúmeras polêmicas, algumas muito tentadoras de se acompanhar.

Um exemplo é o seu papel como garoto propaganda de uma série de produtos em um universo que eticamente proíbe, ou pelo menos proibia, jornalistas de fazer publicidade para o que quer que seja. Esse foi exatamente o ponto principal da famosa briga que o Milton Neves teve com o Jota Kfouri nessa entrevista que assisti. O Milton olhava diretamente para a câmera com um tom de voz próximo do descontrole, em termos de volume e agressividade, não como uma indignação, mas falando com ódio, com ódio da sua forma mais concentrada. Ele chegou a gritar “me processa” em relação ao Milton Leite, praticamente exigindo alguma atitude dele, enquanto o Milton Leite manteve um silêncio elegante, não comentou nada.

Eu penso que o Milton Neves criou em torno de si um universo bizarro de jornalismo galhofeiro, mas não menos opinativo, algo que sempre me atraiu na fórmula dele de discutir assuntos sérios ou não tão sérios e pertinentes com um tipo de humor de mesa de bar, do qual o Neto é um grande discípulo e o próprio Milton Neves é um mestre. Nesse sentido, ele se tornou um dos inigualáveis ao lado de muitos de seus inimigos declarados, como Silvio Luiz, Joarez Suarez, José Trajano, o falecido Roberto Avallone e o próprio Jota Kfouri. Obviamente, no caso do Milton Neves, ele acabou desenvolvendo um talento nato para criar polêmicas, a ponto de superar suas inequívocas habilidades jornalísticas em várias ocasiões. Pode-se dizer que isso é uma obra de arte do absurdo, e não tenho qualquer dúvida de que ele é vingativo contra seus inimigos, declarados ou não. Da mesma forma, ele valoriza o passado futebolístico, como o quadro “O que foi feito”, que é simplesmente sensacional.

Para uma análise mais profunda sobre as polêmicas envolvendo Milton Neves e seu estilo único de jornalismo, clique no botão abaixo e assista ao vídeo completo.

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