Neymar – O Fracasso do Cruzeiro

Serei sincero, como sempre. Quem desembolsou R$ 15.000 para embarcar na suposta jornada épica de fracasso que foi o Cruzeiro do Neymar, participou de uma experiência de desilusão e péssimo gosto musical. Todos que gastaram dinheiro nisso, sinceramente, têm mais é que se decepcionar. Não se trata de falta de aviso, afinal, passar três dias em um evento que prometia ser o ápice da futilidade e superou as piores expectativas, entregando apenas uma overdose de decepções aos passageiros, é algo para os tolos que merecem pagar por todos os pecados cometidos em outras encarnações.

Imaginar passar três dias dentro desse navio do Cruzeiro do Neymar é algo inimaginável. Três dias de espetáculos de incompetência musical, onde, se o barco afundou, a falta de talento já estava submersa desde o início. Teria sido muito mais divertido para as pessoas se tivessem participado de um Cruzeiro com o Capitão Zé Colmeia liderando uma tripulação de personagens da genial dupla Hanna-Barbera.

A primeira atração dessa trágica comédia musical foi, sem dúvida, a própria organização do evento, soltando uma lista de “artistas” que fariam shows durante os três dias de horror marítimo. Exceto pelo digno e genial Percil, a escalação ridícula liderada pelo patético Belo apresentou a maior concentração de pessoas sem talento reunida em um navio desde os tempos em que os bolivianos tentaram construir uma esquadra de caravelas no século X, apenas para perceber que não havia oceano para navegá-las. Desde então, se a intenção era fazer os passageiros roerem os próprios ouvidos em desespero, então a missão do Cruzeiro do Neymar foi cumprida. Nomes que deveriam estar esquecidos ressurgiram para aterrorizar os presentes, transformando o evento em um festival de horrores musicais, uma verdadeira tortura de gritos desafinados, cantorias fora de tom e acordes torturantes.

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