Pink Floyd – The Division Bell

“The Division Bell”, lançado em 1994, recebeu seu nome a partir do sino tocado para chamar os membros ausentes durante as sessões do Parlamento inglês. Na época, o álbum vendeu muito bem, especialmente no Brasil, principalmente devido à curiosidade sobre como algo que carregava o nome Pink Floyd soaria, especialmente após o lançamento de “A Momentary Lapse of Reason” em 1987. Este último era amplamente considerado um disco solo de David Gilmour, uma vez que ele havia assumido o controle do nome da banda após vencer um processo judicial movido por Roger Waters, que reclamava o controle de todas as marcas relacionadas ao Pink Floyd, incluindo as propriedades intelectuais das canções e os elementos visuais dos shows.

A gravadora Sony exigiu que “A Momentary Lapse of Reason” fosse lançado sob o nome Pink Floyd, e um acordo judicial foi fechado onde David Gilmour e o baterista Nick Mason ficaram com o controle do nome da banda, enquanto o restante dos direitos ficou com Roger Waters. Mesmo que fosse essencialmente um disco solo de Gilmour, é injusto dizer que o Pink Floyd daquela época era uma formação caça-níqueis. No entanto, é correto afirmar que a banda sem Roger Waters era uma sombra pálida do que fora no passado.

Tanto “A Momentary Lapse of Reason” quanto “The Division Bell” foram lançados durante a ascensão e o auge do grunge e do britpop. Apesar disso, esses discos mantêm muita dignidade em seu repertório, refletindo a capacidade de David Gilmour de criar música que, embora diferente da era clássica do Pink Floyd, ainda ressoa com muitos fãs.

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