Rio Grande do Sul – Negligência e Tragédia

A tragédia que assola o Rio Grande do Sul não pode ser vista unicamente como uma catástrofe natural sem precedentes naquele estado, mas sim como também um reflexo gritante da negligência e da falta de planejamento das autoridades, não só lá, mas em todo o Brasil. Enquanto as enchentes devastadoras arrancam casas, destroem tudo que aparece pela frente e causam muitas mortes, fica evidente que a gestão política falhou em tomar medidas eficazes de prevenção e resposta a desastres naturais.

A incompetência dos governantes preenche os vales agora totalmente inundados e as cidades devastadas. A falta de investimento em infraestrutura adequada de drenagem e contenção de enchentes há séculos vem transformando cada temporada de chuvas em um pesadelo recorrente para os habitantes. E não importa onde seja, no Rio Grande do Sul ou em outros estados, acontece em todo o Brasil. Enquanto os políticos ficam desfilando seus ternos caros e fazendo promessas absolutamente vazias de assistência, o povo agora enfrenta o horror das enchentes sem o devido apoio, numa espiral de descaso e desespero, em que pessoas vulneráveis estão agora deixadas à mercê das águas inclementes e dos seus rastros de destruição.

Está muito claro, pelo menos para mim e para você também, que não é só o Rio Grande do Sul, mas todos os estados brasileiros, não estão preparados para os climas extremos que vivemos hoje. Quando vemos as imagens que chegam tanto do interior do Rio Grande do Sul quanto da capital, Porto Alegre, eu te pergunto: o que mais você precisa para acreditar que o aquecimento global não é bizarrice, não é fake news? O que é preciso acontecer além dessa tragédia gaúcha para obrigar o poder público a agir com habilidade para pelo menos diminuir o impacto do clima extremo, que é uma realidade? Não é possível que você aí, na segurança e no conforto do seu lar, não sinta um aperto no coração e uma tristeza na alma ao ver a população mais pobre do Rio Grande do Sul perdendo tudo, sendo resgatada do telhado de suas casas por barcos, depois de passar dias isolada com fome e sede desesperadoras. Não é possível que você aí, onde você mora, não saiba que o que está acontecendo no Rio Grande do Sul hoje vai acontecer na sua cidade, na minha, mais cedo ou mais tarde.

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