Rita Lee – Ela Realmente Faz Falta?

O tempo passou muito rápido e falar a respeito da Rita Lee, um ano depois da morte dela, é constatar que hoje, numa época em que a música brasileira oscila entre o efêmero e o supérfluo, é crucial recordar e celebrar artistas que transcenderam gerações e acabaram moldando todo um panorama sonoro que, espero, seja realmente lembrado no futuro. A gente tem que falar da Rita Lee, porque esse sim é o real significado da palavra legado. Se daqui a uns 10 anos as pessoas ainda lembrarem da Rita Lee como rainha do rock ou outros títulos babacas, e principalmente se lembrarem da importância que ela teve e de como a discografia dela tem alguns álbuns antológicos, aí sim estará sedimentado o tal legado que a Rita Lee deixou.

Isso inclui a genialidade inegável que ela mostrou em discos antológicos como “Fruto Proibido”. E tem também outra obra-prima, na minha opinião, que é “Entradas e Bandeiras”, um disco incrível. Pois esses dois discos, para mim, são verdadeiras obras-primas, não só da Rita Lee, como da história do rock brasileiro, ou melhor, da história da música brasileira como um todo.

Isso sem falar no trabalho que ela teve com Os Mutantes, que também é muito legal e que a qualquer hora eu vou fazer um vídeo específico sobre isso lá no clube VIP. Mesmo que a discografia da Rita tenha uma forte irregularidade a partir dos anos 80, em cada um desses álbuns é possível constatar a criatividade e, principalmente, a rebeldia dela. Em letras que muitas vezes não tinham nada da doçura e da leveza sonora em termos instrumentais e nos arranjos, a partir dos anos 80, a Rita sempre manteve dentro dela aquela garota sarcástica, de humor extremamente ácido, junto com a postura de bater de frente contra a caretice do seu tempo.

Veja o vídeo completo clicando no botão abaixo.

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