RPM – Da Vergonha Alheia ao Vexame

Recentemente, me deparei com mais um dos inúmeros capítulos constrangedores que cercam a decadente trajetória do RPM. Isso ocorre desde a dissolução da banda em 1989, um ano após o lançamento do último álbum deles, informalmente conhecido como “Quatro Coiotes”, embora o título oficial seja simplesmente “RPM”.

Desde então, não conseguiram reavivar o impressionante sucesso que experimentaram quando as músicas de sua estreia, “Revoluções por Minuto”, de 1985, inundaram as ondas das rádios, culminando na explosão de popularidade com o subsequente álbum ao vivo, “Rádio Pirata ao Vivo”, de 1986.

Hoje, a única certeza que tenho é que, para mim, RPM significa “Roubada Por Minuto”. Mais uma vez, Paulo Ricardo está tentando através de meios legais impedir que o nome da banda seja usado sem sua presença. Isso ocorre agora com o agravante de que apenas o guitarrista Fernando de Luque, da formação original, tenta se apresentar e gravar usando as três letras. Isso é particularmente notável considerando que o tecladista Luiz Schiavon faleceu em junho passado, e o baterista Paulo Pagni em 2019. Paulo Ricardo iniciou outro processo desse tipo no mês passado, logo após a morte do tecladista.

A verdade é inequívoca: há décadas o nome RPM tem sido associado ao que há de mais embaraçoso na história do rock brasileiro. Tudo começou errado quando, pressionados por problemas financeiros, eles retomaram suas atividades em 2002, lançando um álbum ao vivo completamente dispensável. A MTV, infelizmente, colaborou nesse empreendimento. Dois anos depois, a banda voltou a enfrentar conflitos internos, levando novamente à sua dissolução. Na verdade, isso foi um alívio para nossos ouvidos e olhos. Porém, essa pausa durou apenas até 2011, quando…

Para saber minha opinião a respeito do vexame do RPM, clique no botão abaixo e assista ao vídeo completo.

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