System of a Down – Vítimas do Seu Preconceito?

Eu sei que tem muita gente que odeia o som de System of a Down, muitas vezes só tendo ouvido no máximo umas três canções, provavelmente “Chop Suey!”, “B.Y.O.B.” e alguma outra menos famosa. O que eu pretendo aqui é estimular sua curiosidade em relação à discografia dessa ótima banda, uma banda armênia-americana que, desde o seu primeiro álbum, desafiou todas as convenções estabelecidas dentro do metal e elaborou uma discografia que é uma montanha-russa vertiginosa de emoções e ideias perturbadoras, no melhor sentido que essas palavras podem ter.

Aliás, montanha-russa de ótimas sensações é o que você vai experimentar na edição 2024 do Summer Breeze Brasil, junto com shows e várias atrações paralelas, como palestras, workshops, feiras geek com games e quadrinhos, cultura urbana, tatuagem, gastronomia diversa e aquela culinária alemã maravilhosa, áreas de descanso com muita sombra, água fresca, lojas com diversos produtos do universo rock e merchandising variado do festival e das bandas participantes do evento. Agora, você não pode vacilar na hora de comprar os seus ingressos, porque eles estão acabando. Por isso, você tem que clicar aqui embaixo no link da descrição desse vídeo e adquirir esses ingressos o quanto antes, porque depois você não vai querer ficar lamentando “Ah, pô, eu podia ter ido”, né? Então, não perca essa oportunidade, clique aqui embaixo e adquira os seus ingressos agora.

Voltando um pouco para o assunto desse vídeo, lembro que todo mundo que ouviu o auto-intitulado álbum de estreia, lançado em 1998, sentiu um terremoto dentro do seu ser, especialmente aqueles que viviam exclusivamente dentro do mundinho radical do metal. Porque cada canção deste disco tinha dezenas de riffs de guitarra avassaladores, letras que confrontavam temas sociais e políticos como poucos haviam conseguido se expressar na época, como “War” e “Sugar”, só para citar dois exemplos de canções arrasadoras em que a sátira e a crítica foram temperadas com um peso sonoro inacreditável. Só que nada se compara a “P.L.U.C.K.”, que aborda o genocídio armênio feito pelo exército turco durante a Primeira Guerra Mundial, quando praticamente uma nação inteira foi assassinada, um massacre que até então vinha sendo convenientemente empurrado para debaixo do tapete imundo da história da política mundial.

E os caras trouxeram esse assunto à baila. Aliás, se você quer saber um pouco mais sobre esse assunto, procura assistir a um documentário chamado “Screamers”, dirigido pela jornalista armênia Carla Garapedian. Nesse documentário, a banda está diretamente envolvida na trilha sonora e nos depoimentos. Inclusive, tem um depoimento do avô de Serj Tankian, que é o vocalista da banda, e o avô dele foi um sobrevivente desse massacre.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress