Velhinhos Continuam Mandando Bem

Pode parecer inacreditável, não só para você, mas também para essa molecada que impera por aí, sempre pronta para criticar artistas e bandas por conta do etarismo. O etarismo, se você não sabe, é o preconceito e a discriminação contra pessoas com idade avançada. Essa molecada, inclusive essa molecada botocuda, esquece que todo mundo ali também vai envelhecer, se não acabarem morrendo por conta da própria burrice deles, é claro. Mas enfim, no atual cenário musical brasileiro contemporâneo, não apenas existe a presença, mas principalmente a relevância e qualidade de trabalhos de artistas veteranos que ainda ressoam com uma relevância inegável.

É uma realidade que muitos podem ignorar, ou podem fingir ignorar, como acontece com a maior parte da mídia, ou até mesmo subestimar. Mas para quem possui um ouvido atento e uma visão um pouquinho mais crítica, é evidente que esses ícones, esses velhinhos, continuam a moldar e influenciar profundamente a paisagem sonora do Brasil. Vários são os exemplos de quem ainda faz contribuições com ótimos álbuns e excelentes shows.

Veja, por exemplo, os casos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Zé Ramalho, Alceu Valença, Hermeto Pascoal, Alaíde Costa, Pepeu Gomes, Zeca Pagodinho, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Toquinho, Guilherme Arantes, Lulu Santos, Jards Macalé, Tonico e tantos outros que não só mantêm sua importância dentro da história da música brasileira, mas continuam a frutificar artisticamente falando.

Inclusive, oferecendo ao público álbuns que passam muito longe da monotonia da acomodação e acabam ampliando ainda mais as fronteiras do que podemos chamar de convencional, com trabalhos recentes que são realmente testemunhos vivos de uma criatividade aparentemente inesgotável, e também uma capacidade de reinvenção que desafia qualquer limite de tempo e idade cronológica.

Isso sem contar alguns artistas que se foram recentemente, e que deixaram seus últimos trabalhos, discos muito dignos, ótimos capítulos finais de uma discografia brilhante, como foi o caso da Gal Costa, do João Donato e de tantos outros grandes nomes da música brasileira.

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