Vexame da Seleção Pré Olímpica

Foi mais um belo espetáculo de incompetência futebolística que tivemos o desprazer de presenciar. A seleção pré-olímpica do Brasil, ou melhor, aquele bando de meninos mimados calçando chuteiras, conseguiu a façanha de nos brindar com uma eliminação vergonhosa e humilhante, digna de figurar na história do fracasso esportivo nacional em todos os tempos.

Sinceramente, não fiquei surpreso com o que aconteceu nesse torneio, disputado na Venezuela. Por quê? Porque estamos falando de uma seleção que vem da CBF, essa instituição que mais parece um circo desorganizado do que uma entidade responsável pelo desenvolvimento do futebol do Brasil. A CBF, com sua gestão absolutamente caótica e dirigentes mais preocupados com seus interesses pessoais do que com o futuro do futebol brasileiro, é uma verdadeira fábrica de produzir vexames.

Nos três jogos que essa seleção pré-olímpica disputou, o que vi foi um time pavoroso, pessimamente treinado, com uma postura indecentemente covarde em campo. Como é possível deixar um jogador como o John Kennedy no banco, alegando que precisa de outro jogador que possa recompor melhor? Absurdo total. Além disso, o técnico Ramon Menezes cometeu erros graves, como colocar Endrick como centroavante, quando todos sabem que ele rende mais vindo com a bola dominada do meio-campo. E ainda o tirou no meio do segundo tempo, querendo segurar o empate com a Argentina.

A seleção pré-olímpica mostrou um futebol tão inofensivo que faria uma joaninha parecer uma onça pintada. Esse time foi o retrato do que sempre digo: o medo de perder faz desaparecer a vontade de ganhar. Vi um grupo de moleques mostrando um jogo medonho, com atuações constrangedoras, entrando em campo com um salto alto, uma arrogância, desprezando os adversários. Até o momento que viram que o caldo engrossou ao longo dos 90 minutos, bateu o desespero e todos estavam mais preocupados com penteados extravagantes e postagens nas redes sociais do que jogar bola de maneira minimamente organizada. Mostraram que nada vale o talento individual quando há falta de organização como equipe.

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