Você tem que ouvir Ghost, Terence Blanchard e Marilyn Manson

Ghost - Meliora

A partir de hoje, prometo retomar uma série que anunciei tempos atrás e, por conta do excesso de trabalho, acabei deixando de lado. Culpa minha. Faço tantas coisas ao mesmo tempo que esqueci de dar uma maior atenção ao que me propus a fazer: mostrar sons essenciais para quem leva esse troço de música a sério e que passaram completamente batido de seus ouvidos por preconceito, casualidade ou qualquer outro motivo. Sem categorização de gêneros, estilos e nacionalidades, muito menos com qualquer tipo de preconceito ou vontade de ser “mudéeeeerrrrrrnnnnuuuuuuu”. Como você já sabe, o tio aqui não é daqueles que “joga pra galera” só para ser cool…

Semanalmente, trarei uma pequena seleção de discos que chamaram muito a minha atenção, mas não da maioria das pessoas. Portanto, não venha com o velho “mimimi” do tipo, “pô, você esqueceu o disco X do fulano”, “faltou o álbum Y de não sei quem”. Se ficar ‘magoadinho(a)’ porque não incluí a merda mais recente do seu ídolo, vá fazer a sua própria lista no seu perfil de Facebook/Twitter e não me encha o saco. Combinado? Vamos retomar com…

 

Ghost - Meliora

GHOST – Meliora

Quem apostou que a banda sueca iria desaparecer rapidamente com o passar do tempo caiu do cavalo. Igualmente esplêndido como os dois álbuns anteriores – Opus Eponymous (2010) e Infestissuman (2013) -, o terceiro trabalho dos caras não só mostrou que todo o conceito sonoro/estético continuou muito bem amarrado, como também deu provas que a capacidade de oferecer canções memoráveis continua intacta. Veja e ouça por si só em três ótimos exemplos: as angustiantes “Cirice”, “He is” e “From the Pinacle to the Pit”…

 

 

 

TERENCE BLANCHARD – Breathless

Um dos mais respeitados trompetistas da geração pós-Miles Davis nos anos 80, ele montou um novo quinteto – The E-Collective – e soltou um álbum arrasador, com um a mistura de jazz fusion/soul/funk/blues não menos que estupenda. Dá só uma sacana na incrível versão que ele e sua banda – mais o cantor/compositor/tecladista PJ Morton, um dos integrantes da banda de apoio do Maroon 5 – fizeram do standard “Compare to What”, eternamente celebrizado pela dupla Les McCann & Eddie Harris. De quebra, ouça a delicadeza de “Breathless”…

 

 

MARILYN MANSON – The Pale Emperor

Parecia muito pouco provável que o velho e tenebroso bufão conseguisse reerguer a sua carreira após dois álbuns fraquíssimos – The High End of Low (2009) e Born Villain (2012) -, mas ele conseguiu: esse álbum é simplesmente sensacional! O cara deixou de lado aquelas atmosferas eletrônicas e enveredou por uma seara onde predominam as sonoridades advindas do glitter rock setentista, algo que pode ser comprovado em faixas como as excelentes “The Mephistopheles of Los Angeles” e “Deep Six”:

 

6 respostas

  1. Realmente, os discos do Manson e do Ghost são ótimos! Não ouvi o Terence, mas irei! Grande abraço, Régis.

    P.S. recentemente descobri um cara chamado Townes Van Zandt, conhece, Régis? Gosta?

  2. Gostei do que ouvi do Ghost e do Terence (este último me surpreendeu pelo bom gosto instrumental – não conhecia). Já o Manson, apesar de eu reconhecer que a parte instrumental é interessante, até por conta dessa pegada mais roqueira, eu confesso que tenho birra com o cara, especialmente com a voz e a linha que ele adora ao cantar. Mas acredito que o propósito da publicação seja exatamente este, o de nos instigar revisando velhos preconceitos. Valeu Régis

  3. marylin manson é bom ,mas esse disco eu ainda nao tinha escutado, muito bom! regis faz uma entrevista com tobias forge quase nao tem entrevista dele legendado em portugues. obrigado! 😉

  4. Para ser classificado como gênio, você deve ter um QI de no mínimo 130. Marilyn Manson (Brian Hugh Warner) tem um QI de 148.

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