Por ser uma das bandas mais importantes dentro da linhagem do metal – é um nome certo dentro da sagrada camarilha que reúne ainda Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax – o Testament sabe que é inevitável que ainda existam fãs que considerem o quinteto como um exército de integridade dentro de um cenário cada vez mais polivalente em termos sonoros – o que é uma bobagem, diga-se de passagem. Só que a maneira que a banda encontrou para lidar com isso é admirável…

Os caras entenderam que quando as pessoas colocam uma banda em determinado patamar de integridade, o melhor a fazer é não deixar que os egos ‘musicista’ de alguns de seus integrantes “pulem a cerca” e reunir o melhor punhado de canções que conseguirem. O Testament conseguiu isso de forma perfeita em Dark Roots of Earth, o disco lançado em 2012 que decidi reouvir como trilha sonora de meu trabalho hoje pela manhã.

Nenhuma faixa apresenta uma correria fora do normal. Logo de cara, tive mais uma vez a mesma sensação de quando ouvi o álbum pela primeira vez: as pauladas representadas pelas sensacionais “Rise Up” e “Native Blood” revelam que a presença do extraordinário baterista Gene Hoglan – com quem a banda tinha trabalhado anteriormente no disco Demonic, de 1997 – é uma usina de força e técnica que joga a favor da composição em si e que Chuck Billy é um dos melhores vocalistas de heavy metal em todos os tempos.

 

 

 

 

 

 

 

Se você leu com atenção ao que escrevi ontem aqui a respeito de La Futura, do ZZ Top, e acabou de ler e ouvir o que postei agora vai entender qual foi a min há real intenção: oferecer a chance de tomar contato – mesmo que inicial para aqueles acostumados com sons mais pop – com duas vertentes aparentemente diferentes que, sob um olhar perspicaz e audição atenta, apresentam inúmeros pontos em comum. O tal “peso”, ainda que em proporções e abordagens diferentes, é um deles.

Reflita e depois me conte o que achou…