Devido a boa aceitação das postagens anteriores – que podem ser lidas aqui e aqui – , trago mais uma vez três discos lançados tempos atrás que não receberam a devida atenção por parte da maioria das pessoas. Bem, como dizia minha saudosa mãezinha, a incrível e maravilhosa dona Irene, “antes tarde do que nunca”…

WILKO JOHNSON & ROGER DALTREY – Going Back Home

Quando recebeu a notícia de que tinha um câncer de pâncreas em estado terminal em 2013, o lendário ex-guitarrista do grupo inglês Dr. Feelgood fez exatamente o imprevisível: recusou o tratamento e saiu em turnê! Quando recebeu a proposta do vocalista do The Who para entrarem em um estúdio e gravar o que ele quisesse, não deu outra: um álbum absolutamente fabuloso e vibrante! Detalhe: Johnson sobreviveu miraculosamente ao tumor!

Cada canção exala uma energia tão contagiante que é impossível manter o esqueleto estático. Faça o teste com as três canções abaixo e depois vá mergulhar no disco inteiro!

 

RIVAL SONS – Great Western Valkyrie

É uma das grandes surpresas da década! Menos pelo talento da banda, que já era conhecido por quem acompanhava a cena underground americana de som pesado, mas muito mais pelo inacreditável patamar de qualidade do repertório aqui incluído. Para quem sempre gostou do hard rock pesadíssimo do Led Zeppelin e do Black Sabbath, e ao mesmo tempo também curte a psicodelia dos anos 60 – como é o caso do tio aqui -, este álbum é um dos troços mais sensacionais dos últimos tempos.

Pare de perder tempo com a molecada “copiadora/xerox/cara de pau” do Greta Van Fleet e ouça abaixo esse ótimo álbum na íntegra. Você vai ver que é possível ser influenciada pela ex-banda de Jimmy Page e Robert Plant sem soar um pastiche barato:

 

JACK WHITE – Lazaretto

Outro cara bastante influenciado pelo Led Zeppelin, o ex-líder do White Stripes teve o seu segundo álbum solo solenemente ignorado no Brasil. Pode perguntar para si mesmo e seus amigos quem realmente ouviu este disco com a devida atenção. A resposta será um silêncio sepulcral.

Se você se der ao trabalho de ouvir cada canção do álbum vai para sacar que White estava muito confiante de estar no meio da ponte que ainda une as sonoridades do passado com a tecnologia do futuro criada para simular… um som do passado. Sem se adaptar a qualquer modismo, ele deu um show de maturidade musical neste estupendo trabalho, que deixou o local de uma hipotética zona de conforto e tratou de ignorar os coitados que ainda acreditavam em uma volta do White Stripes. Álbum maravilhoso!

 

Boa audição!