BLACK LABEL SOCIETY

2 – Toinha – Brasília

3 – Teatro Manauara – Manaus

5 – Circo Voador – Rio de Janeiro

6 – Tropical Butantã – São Paulo

7 – Cine Teatro Brasil – Belo Horizonte

O grupo liderado por Zakk Wylde, guitarrista da carreira solo de Ozzy Osbourne, tem uma daquelas carreiras que proporcionam meio-termo: ou se adora ou se detesta. No meu caso, não só é uma de minhas bandas favoritas, como recomendo muito a quem ainda tem preconceito com o som dos caras que esteja presente a essas apresentações. A surpresa positiva será imensa. Eu garanto!

 

AMILTON GODOY TRIO

3 – Blue Note – São Paulo

Absolutamente imperdível é este show que pretende exibir nos dias atuais a riqueza melódica, harmônica e rítmica da união entre o samba e o jazz no passado. E não poderia ser melhor do que ter a escalação do trio deste estupendo pianista, respeitadíssimo por seu trabalho ao longo de décadas junto com o lendário Zimbo Trio que, aliás, é o foco da homenagem que vai rolar nesse dia. Não perca!

 

BRING THE HORIZON e THE FEVER 333

3 – Audio – São Paulo

Obviamente que um festival gigantesco como o Lollapalooza sempre traz atrações que acabam fazendo shows individuais pelas principais capitais do país. Neste caso específico, temos o Bring the Horizon, que nada mais é um Restart sem as roupas coloridas, trocadas por camisetas e calças compradas na Galeria do Rock em São Paulo, com um que mistura Avenged Sevenfold com metalcore. Imaginou? Pois é, tal picaretagem vem mais uma vez ao Brasil mostrar como o nosso país é um lugar perfeito para pastiches deste tipo. Se você pretende assistir isto e não se importa em ser chamado de “otário”, só posso lamentar. Na abertura, vai rolar o som do The Fever 333, um trio americano que faz um som bem mais pesado, mas sem abandonar aqueles refrãos típicos de bandas de nicho “adolescente raivoso”. Soa como se o P.O.D. fosse uma banda emo. Se for a sua ‘parai’, arrisque…

 

TROYE SIVAN

3 – Cine Joia – São Paulo

Precisa ser muito sem noção e já sentir os efeitos do aquecimento global no cérebro diminuto para sair de casa para assistir a esse youtuber metido a cantor fazer um pop dançante é tão aguado quanto uma garrafa de guaraná cheia de barro e urina de cachorro. O mais incrível é que pseudo carreiras como essas são ‘bombadas’ artificialmente nas redes sociais todos os dias e ninguém diz nada. Tristes tempos…

 

ARCTIC MONKEYS

3 – Jeunesse  Arena – Rio de Janeiro

Já considerado como um grupo “clássico” para quem começou a ouvir música a partir dos anos 2000, o quarto inglês pode ser acusado de tudo, menos de se acomodar musicalmente. Ao vivo, as desafinações e vacilos instrumentais aparentemente deixaram de existir e os caras amadureceram bastante. Resta saber como irão transportar para o palco a nova sonoridade que foi exibida em seu mais recente disco, o estranho e interessante Tranquility Base Hotel & Casino, lançado no ano passado. Eu conferiria numa boa…

 

HUMBERTO GESSINGER

3 e 4  – Opinião – Porto Alegre

Não se engane: os shows da carreira solo do líder do extinto Engenheiros do Hawaii é exatamente uma extensão da carreira de sua ex-banda. A diferença é que ele não se cerca mais de músicos medíocres. As canções são as mesmas de sempre, com uma ou duas inéditas… Os shows servem apenas para quem já é “convertido” e é desaconselhado para quem nunca suportou as letras “qualquer nota” do cara. Ah, um detalhe: o show do primeiro dia será no formato “acústico”, enquanto que a apresentação do dia seguinte será “elétrica”. Então, já sabe…

 

DIRE STRAITS LEGACY

3 Teatro Positivo – Curitiba

6 – Concha Acústica do Teatro Castro Alves – Salvador

7 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

9 – Tom Brasil – São Paulo

Conhece o termo “banda coverde luxo”? Pois ele pode ser perfeitamente aplicado a esse caça-níqueis que há muito tempo arrasta correntes por aí buscando o público saudosista dos tempos em que o líder incontestável do Dire Straits, Mark Knopfler, ainda se importava em soar de modo pop. Hoje, esse “cover oficial” tem músicos incríveis e bastante conhecidos em sua formação – o lendário saxofonista Mel Collins, o produtor/baixista Trevor Horn, o baterista Steve Ferrone, o tecladista Alan Clark, entre outros – que, obviamente, vão se divertir por saber que estão ganhando muita grana para tocar ‘babas’ como “Money for Nothing”, “So Far Away”, “Sultans of Swing”, “Walk of Life” e outras canções menos votadas do passado do grupo original. Se você não se incomoda em assistir a um “show genérico”…

 

SNOW PATROL e LANY

4 – Audio – São Paulo

Tenho que confessar que apesar de adorar as canções do Snow Patrol, a apresentação dos caras que vi anteriormente por aqui foi decepcionante, tanto pela equivocada escolha do repertório como pela desanimada presença de palco. Imagine então o meu ‘ânimo” ao saber que esse show aqui será no formato “acústico”… O grupo escocês certamente vai causar um enorme sono coletivo na plateia. Na abertura, o quarteto americano Lany já vai embalar o soninho das pessoas com seu pop indie tão animado e envolvente quanto o cadáver de uma lagartixa.

 

TOM ZÉ

4 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Se existe um artista cujas apresentações são totalmente imprevisíveis, este cara é Tom Zé. Aqui, ele vai apresentar na íntegra o álbum Grande Liquidação, lançado originalmente em 1968, não sabe de que maneira e se respeitando os arranjos originais. Resumindo: não perca isto de forma alguma!

 

  1. VINCENT

4 – Cine Joia – São Paulo

Confesso que fiquei surpreso comigo mesmo quando percebi tinha gostado da apresentação dessa moça – cujo nome verdadeiro é Annie Clark -, no Lollapalooza de 2015. As canções, que pareciam uma mistura de Siouxsie & The Banshees com Tears for Fears, funcionaram bem ao vivo, nas quais ela encaixou licks e solos de guitarra – tocada por ela mesma – que se não eram de um apuro técnico digno de nota, pelo menos funcionaram bem dentro do contexto harmônico. É exatamente isso que você vai testemunhar caso resolva assistir a esse show. Esteja preparado!

 

JÃO

4 – Cine Theatro Brasil – Belo Horizonte

Não, não é o guitarrista do Ratos de Porão em carreira solo. É mais um desses moleques que algum empresário esperto tenta emplacar como a “nova esperança do pop brasileiro”, mas que só atrai a atenção de meninas que estão aprendendo a se masturbar. O fato de ter sido vencedor de um ‘prêmio’ como o MTV MIAW na categoria “Revelação” diz bem a respeito do tipo de som ridículo que esse moço faz. Nem pense em deixar sua filha assistir a esse troço…

 

THE 1975

4 – Circo Voador – Rio de Janeiro

O mercado capitalista musical nunca pode parar em sua incessante busca pela rentabilidade. Sempre tem que encontrar novos meios de entretenimento que possam geram lucros vultosos. Para isso, nada mais fácil que massagear cérebros e ouvidos com sons ‘fofinhos’ e ‘felizes’, que mais parecem trilhas para comerciais de bancos, como é exatamente a sonoridade desse grupo inglês, mais inofensivo e imbecilizante do que a atual juventude poderia esperar. Passe longe dessa “zona de conforto”…

 

PROJOTA

5 – Carioca Club – São Paulo

Dentro da cena atual do hip hop nacional, este cara faz um trabalho bastante digno e bem elaborado, passando longe da rusticidade sonora de alguns de seus pares. Torça para que neste show ele conte com uma banda ao lado de seu DJ, pois assim a coisa toda vai soar de modo mais intenso e pesado. Vale a pena dar uma espiada…

 

ZÉ GERALDO

5 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Que ele é um nome importante na história da MPB, não há dúvida, mas assistir a um show de Zé Geraldo traz uma conotação de nostalgia que só empolga quem passou grande parte da sua vida universitária tocando violão no meio de um monte de meninas vestidas com batas indianas e cheirando patchouli. Mesmo assim, vale a pena dar uma conferida no show, nem que seja para dar umas risadas da plateia “maluco beleza”.

 

NELSON AYRES TRIO

5 – JazzB – São Paulo
Pianista com “P” maiúsculo, ele deixa um pouco de lado o seu trabalho com orquestra para privilegiar o formato em trio, com um repertório em que dá tratamento eclético a composições de vários artistas internacionais e nacionais, sempre com uma abordagem que mistura o jazz à música brasileira. É daqueles shows de fino trato…

 

MANO BROWN

5 – Opinião – Porto Alegre

A julgar por aquilo que ouvi em seu primeiro álbum solo, o bom Boogie Naipe, lançado no ano passado, o líder incontestável dos Racionais MCs busca um distanciamento do engajamento sonoro que marcou toda a sua carreira. Agora ele quer se divertir com sons inspirados em fontes tão distintas como Tim Maia, Jorge Ben, Marvin Gaye, Leon Ware, Cassiano, Clara Nunes, Bebeto, Isaac Hayes e Fundo de Quintal, segundo ele mesmo. Certamente não dá para ficar indiferente a esta proposta. Ainda mais de quem vem …

 

PEDRA

5 – SESC Belenzinho – São Paulo

Uma das melhores bandas de rock dos últimos tempos voltou à ativa depois de uma pequena parada para nos brindar com canções de seus dois bons discos – Pedra (2006) e Pedra II (2008) – e mais algumas músicas que foram incluídas em seu disco mais recente, Fuzuê, de 2015. Vá sem susto!

 

TONINHO FERRAGUTTI

5 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Um dos melhores acordeonistas da música brasileira, ele será acompanhado de seu quinteto para mostrar as boas composições de seus discos, sempre influenciados pela mistura de chorinho e jazz com sonoridades até certo ponto exóticas de outras culturas. Será um show bastante “classudo”, repleto de sofisticação e improvisos.

 

PLEBE RUDE

5 – SESC Vila Mariana – São Paulo

O repertório é ótimo – com a inclusão de algumas canções de seu mais recente álbum, o bom Nação Daltônica -, a execução em cima do palco é pesada, energética e digna, e a banda de Brasília ainda tem o reforço de Clemente, dos Inocentes, e aparticipação especial de João Gordo. No seu lugar, eu não perderia isto em hipótese alguma!

 

NEY MATOGROSSO

5 e 6 – Teatro Castro Alves – Salvador

Ele apresenta agora um novo espetáculo, Bloco na Rua, no qual vai mostrar um repertório que fica meio longe de seus tradicionais hits, incluindo versões de canções alheias, aliado a arranjos quase brilhantes. É ainda um show com uma abordagem mais pop, em que Ney resgata “Eu Quero é Botar Meu Bloco Na Rua”, clássico de Sergio Sampaio, “O Beco”, dos Paralamas do Sucesso e “Mulher Barriguda”, dos Secos & Molhados. É um show obrigatório para quem gosta de música como arte. Pena que tenha gente que não entenda isso e fique gritando “te amo”, “gostoso” e outras babaquices nos intervalos entre as canções e até mesmo durante as mesmas, o que é um porre…

 

FUNDO DE QUINTAL

5 e 6 – SESC Pompéia – São Paulo

Embora seja bastante veterano – na verdade, um dos primeiros grupos de samba a ingressar no universo do que passou a se chamar pagode -, esta rapaziada se contenta em apenas fazer aquele sonzinho sem vergonha para derreter corações de ‘piriguetes’ com mini-saias e cabelo tingido com água de salsicha. Samba que é bom mesmo… Nada!

 

LECI BRANDÃO

5 e 6 – SESC Belenzinho – São Paulo

Neste show, a tradicionalíssima cantora vai interpretar sambas de sua autoria, que resgatam uma sonoridade há muito tempo deixada de lado pelas novas gerações, que vivem a cultuar “pagodeiros açucarados” cultuados por periguetes sem cérebro. Além disto, Leci vai dar aula de samba ao interpretar de composições de Tom Jobim, Cartola e Paulinho da Viola. Quer aprender o que é samba de verdade? Esta é uma boa oportunidade…

 

“LOLLAPALOOZA 2019”

5 a 7 – Autódromo de Interlagos – São Paulo

Se eu fosse ao evento, no dia 5 assistiria aos shows do Arctic Monkeys, dos Autoramas e do Molho Negro. No dia 6, minhas preferências seriam Lenny Kravitz e Snow Patrol, enquanto que no último dia eu não perderia as apresentações do Kendrick Lamar, do Interpol e do ótimo The Struts. Simples assim…

 

GRETA VAN FLEET

5 – Fundição Progresso – Rio de Janeiro
8 – Audio – São Paulo

A cada dia que passa, minha opinião a respeito desse grupelho – pode ser lida aqui – fica ainda mais acentuada. Nada mais tenho a dizer a respeito desse pastiche de Led Zeppelin que vem se tornando no Brasil uma espécie de “Restart hard rock hippie de butique”, celebrado por meninas roqueirinhas com hormônios em ebulição e tiozões marmanjos com saudades do “rock de verdade do passado”. Deus me livre de recomendar esse troço!

 

RICARDO VIGNINI

6 – Teatro Bruta Flor – São Paulo

O violeiro/produtor é um dos mais talentosos nomes da música brasileira dos últimos anos justamente por apresentar uma constante excelência em tudo o que faz. Depois de lançar o estupendo Rebento (2017), o integrante do ótimo duo Moda de Rock está soltando seu mais recente trabalho solo, Viola de Lata, totalmente voltado às sonoridade acústicas do instrumento. Imperdível mesmo!

 

JARDS MACALÉ

6 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Um dos mais irrequietos compositores da História da música brasileira, ele vai apresentar grandes canções de sua carreira e algumas de seu mais recente CD, Besta Fera. Só que isso não significa que o velho Jards vai deixar de mexer com a cabeça e os sentidos da plateia, oque será bem legal…

 

DJAVAN

6 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Sempre muito rigoroso com relação aos seus shows, Djavan certamente vai apresentar um espetáculo de alto nível, com músicos de apoio ultracompetentes, cenografia e iluminações caprichadas e com som de qualidade. O problema pode ser o repertório, que sempre traz excelentes canções ao lado de outras de nível muito inferior. Neste sentido, o show é uma loteria. A não ser que você seja pouco exigente e trate apenas de saborear o que o artista lhe apresentar. Neste caso, boa sorte!

 

“O GRANDE ENCONTRO” com ALCEU VALENÇA, ELBA RAMALHO & GERALDO AZEVEDO

6 – Espaço das Américas – São Paulo

Quando três velhos parceiros de composição resolvem mostrar suas criações juntos, o resultado é um repertório com músicas belíssimas e um daqueles shows que resgatam aquilo que anda em falta na MPB hoje em dia: poesia. Boa pedida!

 

ED MOTTA

6 – SESC Pinheiros – São Paulo

Aqui também você tem garantia de boa música. Ed Motta sabe das coisas, é uma enciclopédia ambulante e trata de colocar todo o seu conhecimento nas canções e arranjos que constrói. O repertório é repleto de canções internacionais de bandas e artistas razoavelmente obscuros para o povaréu brasileiro que tocaram muito nas rádios das décadas de 70 e 80 – tipo os ótimos Shalamar, McFadden &Whitehead, BB&Q Band e muitos outros -, juntamente com algumas poucas canções do próprio Ed, tudo tocado com um esmero de deixar qualquer um de queixo caído. Não perca esse show de forma alguma!

 

OLIVIA HIME

6 – SESC Vila Mariana – São Paulo

 Nomes importantíssimo da Música Brasileira (sim, com maiúsculas mesmo), a cantora leva aos palcos agora um show centrado no repertório de Edu Lobo, Dori Caymmi e Francis Hime, com a participação especial deste último. Se você está a fim de ver um show classudo esta semana, pode apostar suas fichas nele.

 

SIMONE & IVAN LINS

6 – Teatro Positivo – Curitiba

Meu Deus do céu! Esse show é tão chato, tão desavergonhadamente açucarado, tão insosso, tão fora de propósito dentro do atual panorama da música brasileira, tão… tão… Ah, deixa pra lá! Vai quem quer ser testemunha dessa ‘roubada’ nababesca. Depois não digam que não avisei…

 

DIOGO NOGUEIRA

6 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Ele até tenta seguir os passos do pai – o lendário e falecido João Nogueira -, mas além de não ter voz condizente com o gênero, Diogo Nogueira tem carisma zero e faz um tipo de samba que não só passa a anos-luz de distância daquilo que Zeca Pagodinho e Jorge Aragão – estes sim representantes do “resgate do samba de raiz” -, como também soa como um Alexandre Pires mais rústico. Não perca seu tempo.

 

EDDIE

6 e 7 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Um dos nomes pouco lembrados quando o termo “mangue beat” é citado, este grupo pernambucano vai usar esta apresentação para marcar a comemoração dos dez anos do álbum Original Olinda Style. O som? Bom, se você resolver ir a este show vai entender porque pouca gente lembra do grupo…

 

BUSTERS

7 – Audio – São Paulo

Mais um grupelho sul-coreano formado por meninas que parecem robozinhos debilóides cantando em playback musiquinhas debilóides, acompanhadas de coreografias debilóides, tudo especialmente criado para plateias formadas por adolescentes debilóides. Deu para entender ou terei que desenhar?

 

NELSON AYRES BIG BAND

7 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

Quando surgiu na primeira metade dos anos 70, muita gente não entendeu a proposta do excelente pianista em montar uma orquestra que não era indicada para casais dançarem e sim para que as plateias ficassem sentadas e tomando contato com belos temas de jazz e de música brasileira, tudo meio misturado. Só que o sucesso foi tamanho que esta big band ficou quase dez anos em cartaz e tocando direto em diversas casas noturnas de São Paulo. Reativada recentemente, faz um espetáculo tão belo quanto abrangente em suas influências. Ah, vai rolar a participação da cantora Lívia Nestrovski. Não deixe de ir!

 

VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA

7 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Uma das boas bandas surgidas no underground pós-punk paulistano dos anos 80 tinha uma formação estrelar dentro de tal universo: Nasi e o baixista Ricardo Gaspa, ambos do Ira!; os guitarristas Miguel Barella e Giuseppe “Frippi” Lenti e o baterista Thomas Pappon. Pena que só lançaram um único álbum, o ótimo Voluntários da Pátria (1984). É muito provável que o referido álbum seja apresentado na íntegra, ainda mais porque a formação original está reunida novamente. Programaço imperdível!

 

FABIANA COZZA

7 – SESC Pinheiros – São Paulo

Um dos bons nomes da nova safra de cantoras brasileiras, ela vai aproveitar esse novo show para lançar seu mais recente álbum, Canto da Noite na Boca do Vento, só com canções da saudosa Dona Ivone Lara, o que deve garantir um padrão de qualidade bastante alto durante toda a apresentação. Não tenho dúvidas de que ela vai conquistar a plateia logo na segunda música. Em tempos de descartabilidade musical, nada como ouvir artistas que acreditam que é possível utilizar o astral de antigamente para revitalizar os dias atuais.

 

LUCIANO MAGNO

8 – SESC Consolação – São Paulo

Conheço o trabalho desse ótimo guitarrista desde os tempos em que fui editor da revista Cover Guitarra, quando sua linguagem no instrumento revelava um profundo apreço pelo jazz em mistura com sonoridades regionais do Nordeste, como o frevo. Tenho certeza que a qualidade de seu trabalho só aumentou de lá para cá. Pode apostar…

 

RODRIGO AMARANTE

9 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Sozinho, tocando violão e cantando? Ele tem tudo para fazer você ficar em casa ou pensar em fazer outra coisa na vida nesse dia.

 

THIAGUINHO

9 e 10 – Teatro Bradesco – São Paulo

Embora seja um cara carismático em cima do placo, Thiaguinho desperdiça isto com um repertório de porcarias vexaminosas, que só entusiasma periguetes e candidatas a tal. Sem contar que, ao vivo, sua voz não é lá essas coisas, o que não ajuda em nada a tornar seu show um evento imperdível. Agora, imagine toda essa presepada em um show “acústico”??? Meu Deus do céu, que horror! É preferível ficar em casa assistindo ao videotape do casamento de qualquer parente seu…

 

SMACK

11 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Um dos melhores grupos da cena underground brasileira dos anos 80 reaparece para esta apresentação especial e imperdível. Tendo em suas fileiras músicos bastante conhecidos – Edgard Scandurra (aqui tocando bateria), a baixista Sandra Coutinho (ex-Mercenárias) e o guitarrista Fábio Golfetti (Violeta de Outono), que substitui o falecido Pamps (ex-Itamar Assumpção) – e praticando um som pesado e experimental ao mesmo tempo, o grupo merece muito a sua atenção. Não perca!

 

TIM “RIPPER” OWENS

11 – Manifesto Bar – São Paulo

Que ele é um excelente vocalista, ninguém discute – o trabalho ao lado do Judas Priest ainda vai merecer um melhor crédito no futuro -, mas falta a Owens um melhor direcionamento profissional e um pouco menos de ganância por cachês. Ele simplesmente topa fazer qualquer coisa para levantar uns trocados. Inclusive, vir ao Brasil o tempo todo para tocar “covers” variados. Chega uma hora que a parada toda fica meio patética…

 

BACO EXU DO BLUES

11 – Opinião – Porto Alegre

De vez em quando a mídia e alguns “mudérnussss” – principalmente os “caetanos velosos da vida”- elegem umas figuras queridinhas que passam a ser adorados por uma parcela “mudérnna” de um tipo de público que baba-ovo para qualquer coisa ‘antenada’, ‘mudéerna’. A bola de vez é esse sujeito metido a “rapper”, dono de um repertório formado por canções com a mesma batida e letras “ishpértas” mais fracas que café com leite de orfanato. Um troço simplesmente horrível. Felizmente, o ‘hype’ vai durar pouco…

 

TERESA CRISTINA

11 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Apadrinhada por Caetano Veloso, ela é uma cantora de boa voz, sem sombra de dúvidas. Se neste espetáculo ela se propôs a revisitar o repertório de Noel Rosa, a probabilidade de você encontrar uma bela e delicada apresentação ao som do violão de Carlinhos Sete Cordas é muito grande. Só tome certo cuidado porque algumas músicas podem ser repetidas várias vezes, já que vai rolar gravação de DVD nessa noite…

 

MART’NÁLIA

11 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

A filha de Martinho da Vila canta bem, tem bossa meio ‘maloqueira’ no palco e está sempre acompanhada de bons músicos. Nos últimos tempos, tinha abandonado uma momentânea pseudosofisticação e voltado a colocar espontaneidade em seu samba. Agora, tenho como parceiro o guitarrista Celso Fonseca, ela retoma essa verve mais “mudérna” ao abordar o repertório de Vinicius de Moraes. Hum, não sei não…