Devido à boa receptividade do texto que escrevi aqui, trago mais alguns discos injustamente relegados ao ostracismo e, pior, até mesmo à seção de “ofertas” nos sebos de CDs usados que ainda resistem por ai. Isso acontece porque pouca gente faz ideia do conteúdo musical precioso de cada um deles e uma de minhas intenções aqui é despertar em você o interesse em saber cada vez mais, não apenas em relação aos artistas que escolhi, mas também por outros estilos musicais e, por que não dizer, por outros gêneros e assuntos. Lembre-se: adquirir conhecimento é o único excesso que não faz mal à saúde.

 

No cardápio de hoje eu trago…

 

BADLY DRAWN BOY – The Hour of Bewilderbeast

Logo em seu disco de estreia, lançado em 2000, este cantor/compositor inglês – cujo nome verdadeiro é Damon Michael Gough – reuniu um repertório de canções que mesclam belas melodias e uma melancolia folk/pop simplesmente adorável, quase barroca. Veja abaixo o belo e pungente clipe de “Pissing in the Wind”, com a participação da lendária atriz Joan Collins, e outras faixas do álbum:

 

 

 

CATATONIA – International Velvet

O segundo álbum deste grupo de País de Gales, lançado em 1998, é de uma versatilidade pop inequívoca, que permite transitar por diversas searas musicais sem abrir mão da orientação dada pelas guitarras harmoniosas. Detalhe curioso: a canção que abre o disco, “Mulder and Scully”, foi capaz de fazer um menino inglês, Christopher Howells, de dois anos de idade, voltar a falar depois de meses de completo silêncio. O garoto saiu do estado de torpor, como se estivesse imerso em uma espécie de “autismo momentâneo”, depois de cantar a letra inteira e no tom certo durante um jantar em que os pais estavam ouvindo a referida música.

 

 

 

SHED SEVEN – Change Giver

Injustamente esquecida quando falamos do brit pop dos anos 90 que catapultou o Oasis e o Blur ao estrelato, esta banda inglesa tinha tudo para estourar logo de cara com este que é seu disco de estreia, mas algo deu errado. Alguns dizem que as letras eram muito bobas, outros alegam que a imagem dos caras era “certinha” demais… Uma das canções do disco, “Speakeasy”, chegou a ser usado em um comercial na TV britânica.

 

 

 

Boa audição!